22/11/2008

De como me tornei (ou descobri ser) fã do Duran Duran

Ou, ainda, homenagem aos camaradas desconhecidos.
Sucedeu-se que aboletávamo-nos miseme e eu num obscuro canto do wrap's da paulista, quando surgem dois indivíduos simpáticos pedindo licença com uns ingressos na mão. - É que eu olhei bem pra vcs e vi que vcs devem ter aproveitado bastante também a década de 80, então eu queria dar esses dois ingressos vip pro show do duran duran, vcs aceitam?
E a minha atávica desconfiança durou o tempo de um smoothie.
Após ter alegado que esperávamos mais pessoas para o filme de logo mais; ter agradecido sinceramente, mas não; ter pago a conta e ter saído, pensei com miseme: tá, eu não lembro nenhuma música do duran duran, nunca pus um disco, nem um cd, nem um mp3 pra tocar, não sei nem o nome dos caras, que me remetem apenas a uns cabelos estranhos e umas calças new wave (nossa, new wave), mas miseme, ô, miseme, é de graça!
Voltei ao wrap's e peguei os ingressos que estavam no bolso de trás da garçonete, que também não ia fazer nada com aquilo, já que o expediente encerraria às 23:00h.
Camaradas desconhecidos, se porventura algum dia vcs lerem isso, recebam o meu sincero agradecimento.
Que show legal, meu.
De começo, bizarro. Algumas músicas desconhecidas e os chavões de sempre: muto obrrrigarooo son póóólo. (terminou com o chavão dos chavões, cantada a bola antes, lógico: miseme, quer apostar que ele volta com alguma coisa do brasil? e voltou com a camisa da seleção).
A gente vendo tudo "de fora", reparando nalgumas histerias, os velhões (pouco mais velhões que eu) dançando gozado e tal.
Logo em seguida começou o mais bacana, que foi passar o show inteiro: nossa, essa é do duran duran?! e essa também!! E mais essa!!!
Não, não, o mais bacana mesmo foi dançar de bailinho (meio ridículo, eu sei, mas foda-se, dancei de bailinho) save a prayer. Porque save a prayer É A música de bailinho da vassoura de atibaia, quando com onze anos suava-se a mão na hora de tirar a menina de treze pra dançar.
Coisas boas.
Camaradas desconhecidos: que tenham até o fim do ano ao menos um motivo pra berrar de felicidade: PQP, QUE LEGAL!

3 comentários:

Daniel disse...

rabudo.

Madureira disse...

aheuha, como te disse: meu dia de danifisha.

golb disse...

aaaahaha, e teve também a parte em que o Dias tirou o celular da minha mão pra te explicar o caminho até a rua Funchal.
**

depois, Jurubeba, me lembra de desmentir pro seu pai que eles tinham ido ao show do Roupa Nova.